quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Maternidade

Hoje meu filho completa 24 dias de vida, eu, 24 dias de mãe.
Se estou plenamente feliz?
Sim.
Não.

Sim? é absurdo amar alguém da maneira como se ama um filho, pelo menos o meu amor é assim, se eu pudesse tomar todas as dores dele pra mim, não precisaria nem perguntar, eu simplesmente tiraria elas dele. Se eu pudesse evitar os choros, cólicas, e qualquer outro incomodo, evitaria. Só de olhar pra esta criaturinha sinto que vou derreter por dentro, ficar longe por meia hora da uma aflição horrível, e não me atrevo nem a pensar que vá acontecer algo ruim por que sei que enlouqueceria.

Não? a realidade da coisa.
Meu filho nasceu prematuro de 35 semanas, com suspeita de bolsa rota a mais de 12 horas (minha bolsa rompeu e eu não senti nada, simplesmente perdi líquido aos poucos), inchaço na testa e membros, ficou 2 dias na incubadora, 36 horas no oxigênio, um dia com sonda para alimentação, não mamou no peito de primeira (por sinal, ele não mamou o colostro), precisamos ficar 5 dias no hospital para ele ficar em observação, passei um grande stress emocional, meus seios incharam e ficaram muito doloridos, em uma das noites no hospital não levaram complemento para ele no meu quarto, e ele chorou uma hora sem para de fome, ele não conseguia mamar no peito (muito desesperador) algumas cuidadoras do hospital não trataram bem a mim e minha acompanhante, enfim viemos para casa, meu filho ainda não mamava no peito e precisávamos dar complemento no copinho para não desestimular a sucção, nos primeiros 6 dias ele praticamente dormia o tempo todo, mamava pouco e perdeu perdeu mais peso, dos 2900 que ele nasceu, baixou pra 2260, novamente desestabilizei emocionalmente (não sou de ferro) e ainda levei xingo da equipe da saúde pública quando levei pra vacinar, no mesmo dia levei a uma pediatra (maravilhosa) que minha obstetra (maravilhosa) havia indicado. Ela conseguiu me acalmar, me explicou muito da condição do prematuro e marcou pesagem semanal. Ele começou a mamar no peito com 11 dias, continuamos com o complemento ate 21 dias, quando ele simplesmente parou de tomar, não há cristo que faça esse neném tomar o complemento. Mas pelo menos agora ele está ganhando peso.

é.... todo dia uma emoção diferente.... algumas tão boas, outras tão ruins....


Razão da minha vida.
Obs: não to querendo dizer que ser mãe é ruim... ser mãe é foda! é lindo!
admiro muito a todas as mães.


terça-feira, 21 de maio de 2013

COMO TER UM CASAMENTO FELIZ?? Tá de brincadeira?

Tenho percebido que este é um assunto que atormenta a mente da galera com frequência. Que gera muita polêmica, e que existem milhares de textos, que enfatizam que a mulher é OBRIGADA A SALVAR O SEU CASAMENTO. E pior, esses textos, enfatizam que se as mesmas continuarem gordas ou descabeladas ou estressadas elas vão perder o maridão e ainda ganhar um parzinho de chifres na cabeça. 

Então eu to lascada, porque na minha atual fase eu to super redonda, descabelada, sem fazer unhas, e sem vontade de fazer nadica de nada. (pretendo explicar porque no próximo post).

Não existe receita de bolo, criatura, pra se ter um casamento feliz, assim como não existem manuais de como criar um filho ou um tutorial de como ir bem em provas.

Pra ir bem em provas, ou você é um gênio, ou estuda, ou leva sorte.

Pra criar um filho, ou você encara o medo todo dia e faz o seu melhor ensina seus valores, educação, respeito e coisas boas, ou infelizmente o mundão ai vai ensinar mais pra frente e nós sabemos que geralmente da pior forma, a não ser que o danadinho dê sorte e se torne um político infame que saia impune de todos os crimes que cometer. (DEUSMELIVRE)

Pra ter um casamento feliz?

Hahahahaha to aprendendo todo dia sobre isso, posso dizer, que em primeiro lugar, aprender que a pessoa não é um clone seu, portanto, não vai fazer as coisas do jeito que você quer sempre. É necessário flexibilidade, e uma cabeça aberta pra não ficar colocando defeitos nas diferenças com seu companheiro, porque não é fácil mesmo, aprender a ouvir, a manter a calma, respirar fundo 200 x. 
Mas por favor, para de ficar comprando revista dizendo que pro seu casamento ser bom você precisa emagrecer quilos, fazer mil tratamentos faciais e capilares, e depilar tudo a cada 7 dias, porque não é bem assim, casamento não é feito de imbecilidades como esta, e se você está apelando pra este lado do negócio, honestamente, acredito que deveria rever seus conceitos sobre sua união e reavalia-los, na minha opinião se acabou o diálogo a coisa tá feia, o primeiro passo seria tentar reconquistar este hábito. Lembrando que escrevo isso baseada em minhas experiências e observações. Vai além da beleza do corpo... temos que estar preparados pra ver nossos companheiros no pior estado possível e imaginável. Afinal, quem sabe do dia de amanhã?
Tenho uma imaginação fértil para o pessimismo, sabe-se lá se não vai acontecer algo terrível, você acha que estaria realmente preparado para ver seu companheiro debilitado, ou fraco, porque não estamos na nossa melhor forma 100% do tempo. E sabemos que nossa vida não é a novela das 8 e que nossos problemas infelizmente não somem de uma hora pra outra...
Fica ai pra refletir.
Acho que quem realmente passa por uma situação complicada em seu casamento deve procurar ajuda com profissionais. Ou com textos que tenham ótimas referências, e não afundar-se em baixa auto-estima (é assim que escreve mesmo?) e entrar numa depressão e em uma vida angustiada e sem diálogo.

;)

Boa Terça.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

o Retorno!

Eis que me surge a necessidade de voltar a escrever!!
E eu não escrevo desde 2011, então obviamente minha vida deu milhares de reviravoltas. 
As duas maiores:
  • Eu "casei";
  • Vou ser mãe;
Uaaaaaaaaaalllllllll

sobre o "casei": moramos juntos, dividimos nossas contas, alegrias, dificuldades, medos, certezas e esperanças ... Lindo né! e só nós sabemos como é difícil, maluco!!!! mesmo assim, agradeço ao universo todos os dias por ter cruzado nossos caminhos e acho que temos um longo caminho para trilhar e aprender juntos;

sobre  Vou ser mãe: descobri do nada quase infartei, demorei pra aceitar, pensei que minha vida tinha acabado, que não haveria esperança, que não voltaria a estudar nunca mais, que viveria na miséria, que meu companheiro me odiaria, fiz um drama gigantesco sem necessidade, entrei em depressão... é... não foi fácil... 
Até começar a encaixar as peças, o apoio do marido, dos pais, dos familiares e amigos(as) e principalmente da minha querida e já amada obstetra, foram indispensáveis para eu encontrar um rumo no meio de toda a confusão criada. Agora simplesmente amo a ideia, ao mesmo tempo que morro de medo, mas já entendi que medo, amor e alegria, fazem parte do cotidiano de uma mãe (te amo mãe e te admiro muito) e sobre essas duas mudanças tão radicais que pretendo discorrer... por que o "bagulho é doido mano"... 

terça-feira, 31 de maio de 2011

musicas

E aqui estou eu ouvindo várias musicas dos ano 60
relembrando a infância (não que eu tenha 40 e poucos) mas minha mãe escutava essas mesmas musicas quando ia limpar a casa hahaha.
E bateu uma saudade, aquele tempo era tudo mais facil, não existiam problemas, porém, é apenas uma saudade momentanea, afinal eu não trocaria o que eu vivo hoje (e por mais dificil que pareça ser muitas e muitas vezes) por nada no mundo. Fica a dica, as musicas dos anos 60 são legais, realmente são diferentes. E para cada pessoa ela toca de uma maneira.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Outras frequências

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
O caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
Um tiro certeiro, modelo que vende mais.
Mas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval.
Não vemos graça nas gracinhas da TV,
morremos de rir no horário eleitoral.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.
Seria mais fácil, como todo mundo faz.
O milésimo gol sentado na mesa de um bar.
Mas nós vibramos em outra frequência,
sabemos que não é bem assim.
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim


(Engenheiros do Hawaii)

sábado, 26 de março de 2011

Insustentávelmente leve.

A visão de Tomas (personagem de Millan Kundera) sobre história

"A história é tão leve quanto a vida do indivíduo, insustentávelmente leve, leve como uma pluma, como uma poeira que voa, como uma coisa que vai desaparecer amanhã."

(A insustentável leveza do ser)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Não venha me dizer o que eu devo ou não fazer
nem venha com essa conversa de que sabe o que é bom pra mim
não peça para mim o que você não fará pelo outro
e não diga que tem que ser assim, por que assim sempre foi
....

(Autor desconhecido)


encontrei por ai....
o que significa pra você?